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Vira-lata Caramelo
Manifesto Vira-lata
Série
Data
Janeiro de 2024
Máscara Artística
2024
A máscara artística "Vira-Lata Caramelo" é uma expressão visceral e poética que emerge das memórias da infância em Curitiba, onde o termo "vira-lata" era uma constante sobre a minha aparência. Inspirada pela Arte Vira-Lata, que celebra a arte da sobrevivência e a resistência marginal, esta obra busca refletir sobre a identidade fragmentada e a mestiçagem.
Parafraseando o Manifesto Antropofágico, a máscara representa um "Canibalismo Vira-Lata", uma reinterpretação decolonial da identidade brasileira. Em contraste com o "complexo de vira-lata" descrito por Nelson Rodrigues, que retrata uma autoimagem de inferioridade, a máscara desafia a noção de democracia racial e o apagamento das múltiplas existências que formam o que se chama de "vira-lata".
Inspirada nas ideias de Devir Cachorra de Itziar Ziga e Lá Nueva Mestiça de Glória Andaluza, a máscara simboliza uma transitoriedade e uma estranheza, evocando o limbo racial e a identidade que não se encaixa perfeitamente em categorias predefinidas. Reflete sobre o não-lugar e a existência não reconhecida, oferecendo uma crítica ao silêncio imposto pela dominação cultural e a necessidade de afirmar a própria voz e identidade.
Como Glória Anzaldúa afirma, a máscara se torna um veículo para superar a tradição de silêncio e afirmar uma presença que não é bem vista, promovendo a visibilidade de experiências e identidades marginalizadas. É um grito de resistência e uma celebração da beleza nas múltiplas existências da América, rejeitando a vergonha e abraçando a complexidade da mestiçagem e da autoaceitação.







